Símbolos e cores
O que significam os símbolos e as cores da inclusão, de onde vieram e como usar com respeito.
Símbolos ajudam a identificar, conscientizar e acolher. Conhecer o significado de cada um é um jeito simples de praticar a inclusão.
Acessibilidade
Símbolo Internacional de Acessibilidade
Indica locais, serviços e equipamentos acessíveis, como rampas, banheiros, vagas e elevadores. Ele representa todas as pessoas com deficiência, e não apenas quem usa cadeira de rodas.
Saiba mais
- História
- Foi criado em 1968 pela estudante de design dinamarquesa Susanne Koefoed, em um concurso da organização Rehabilitation International, e se espalhou pelo mundo. No Brasil, a Lei 7.405/1985 tornou obrigatório o seu uso em locais acessíveis. Em julho de 2026, a Lei 15.459 passou a chamá-lo de Símbolo Internacional de Acessibilidade.
- No dia a dia
- Pela lei, o símbolo só pode ser colocado onde o acesso é realmente adequado. Uma placa em um lugar sem acessibilidade engana e coloca pessoas em risco.
- Atenção
- Vaga ou banheiro com este símbolo é direito de quem precisa. Usar "só um minutinho" tira o lugar de alguém.
Deficiências ocultas
Cordão de girassol
Fita verde com desenhos de girassóis que identifica pessoas com deficiências ocultas, aquelas que não aparecem à primeira vista, como autismo, surdez e algumas deficiências intelectuais.
Saiba mais
- História
- Foi criado em 2016 por funcionários do aeroporto de Gatwick, em Londres. No Brasil, a Lei 14.624, de 17 de julho de 2023, incluiu o cordão no Estatuto da Pessoa com Deficiência como símbolo nacional de identificação.
- No dia a dia
- O uso é opcional, e quem não usa não perde nenhum direito. O cordão também não substitui documentos, se forem pedidos.
- Atenção
- Ao ver alguém com o cordão, ofereça paciência e atenção. Não peça explicações sobre a deficiência nem exponha a pessoa.
Autismo e neurodiversidade
Peça de quebra-cabeça
É o símbolo mais antigo e conhecido do autismo, criado para representar a complexidade do espectro.
Saiba mais
- História
- Foi criado em 1963 por Gerald Gasson, pai de uma criança autista e membro da National Autistic Society, no Reino Unido.
- No dia a dia
- Ainda aparece em muitos cordões, adesivos e campanhas.
- Atenção
- Parte da comunidade autista critica o símbolo, porque ele pode sugerir que a pessoa é um "enigma" ou que "falta uma peça". No Projeto Luz da Inclusão, a peça única representa a inclusão de todas as pessoas, mas é importante conhecer essa discussão e respeitar quem prefere outro símbolo.
Fita de quebra-cabeça colorida
Fita de conscientização formada por peças coloridas. As cores representam a diversidade de pessoas e experiências dentro do espectro autista.
Saiba mais
- História
- Foi adotada em 1999 pela Autism Society of America e se tornou um dos símbolos mais usados em campanhas sobre autismo.
- No dia a dia
- Costuma aparecer em campanhas de conscientização, principalmente em abril.
- Atenção
- Assim como a peça de quebra-cabeça, divide opiniões na comunidade autista.
Símbolo do infinito
O infinito colorido representa a neurodiversidade: a variedade infinita de formas de pensar, aprender e perceber o mundo. A versão dourada costuma representar especificamente o autismo.
Saiba mais
- História
- Foi adotado pela própria comunidade autista como alternativa à peça de quebra-cabeça. O dourado é uma brincadeira com a química: "Au" é o símbolo do ouro e também as primeiras letras de "autism", autismo em inglês.
- No dia a dia
- Muitas pessoas autistas preferem este símbolo porque ele fala de identidade e aceitação, e não de mistério.
- Atenção
- Na dúvida sobre qual símbolo usar, pergunte à pessoa ou à família.
Síndrome de Down
Laço azul e amarelo
Laço de conscientização sobre a Síndrome de Down.
Saiba mais
- História
- O Dia Internacional da Síndrome de Down, reconhecido pela ONU, é celebrado em 21 de março. A data 21/3 faz referência às três cópias do cromossomo 21.
- No dia a dia
- Aparece principalmente em campanhas e eventos de março.
- Atenção
- Use o símbolo para valorizar pessoas com Síndrome de Down como pessoas completas, com autonomia, talentos e sonhos.
Meias diferentes
No Dia Internacional da Síndrome de Down, muitas pessoas usam meias diferentes ou coloridas para chamar a atenção para a diversidade.
Saiba mais
- História
- A ideia vem do formato das meias, que lembra o desenho dos cromossomos.
- No dia a dia
- É um jeito simples e divertido de participar do 21 de março na escola, na igreja ou no trabalho.
- Atenção
- O mais importante não é a meia, e sim a conversa que ela abre sobre respeito e inclusão.
Surdez
Símbolo da surdez
Uma orelha cortada por uma faixa identifica pessoas com deficiência auditiva e locais com atendimento ou recursos para pessoas surdas.
Saiba mais
- História
- No Brasil, a Lei 8.160/1991 trata do símbolo que permite a identificação de pessoas com deficiência auditiva.
- No dia a dia
- Pode aparecer em balcões de atendimento, documentos e locais com recursos para surdos.
- Atenção
- Para muitas pessoas Surdas, a surdez também é uma identidade cultural e linguística, ligada à Libras.
Mãos em Libras
Mãos fazendo sinais costumam indicar que há interpretação ou atendimento em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
Saiba mais
- História
- A Libras foi reconhecida como meio legal de comunicação pela Lei 10.436, de 24 de abril de 2002. Por isso, 24 de abril é o Dia Nacional da Libras.
- No dia a dia
- Aparece em eventos, vídeos e serviços com intérprete.
- Atenção
- Libras é uma língua completa, com gramática própria, e não apenas um conjunto de gestos.
Deficiência visual
Bengala branca
Identifica pessoas cegas e é usada para perceber obstáculos e se orientar com autonomia.
Saiba mais
- História
- O dia 15 de outubro é o Dia Internacional da Bengala Branca. Em alguns lugares, a bengala verde é usada por pessoas com baixa visão.
- No dia a dia
- Ao ver alguém com bengala, ofereça ajuda verbalmente e espere a resposta.
- Atenção
- Nunca puxe, segure ou mexa na bengala. Ela faz parte da autonomia da pessoa.
Cão-guia
O cão-guia é treinado para conduzir pessoas cegas ou com baixa visão com segurança.
Saiba mais
- História
- A Lei 11.126/2005 garante à pessoa com deficiência visual acompanhada de cão-guia o direito de entrar e permanecer em locais públicos e privados de uso coletivo.
- No dia a dia
- Restaurantes, igrejas, escolas, lojas e transportes devem permitir a entrada do cão-guia.
- Atenção
- Não faça carinho, não chame e não dê comida ao cão enquanto ele trabalha: isso tira a concentração dele.
Cores das campanhas
Azul: Abril Azul
O azul é a cor das campanhas de conscientização sobre o autismo, principalmente em abril.
Saiba mais
- História
- O mês de abril foi escolhido por causa do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril, reconhecido pela ONU.
- No dia a dia
- Em abril, prédios, igrejas e escolas costumam usar o azul em decoração e campanhas.
- Atenção
- Além de conscientizar, o ideal é falar de aceitação, respeito e direitos das pessoas autistas.
Verde: Setembro Verde
O verde é a cor do Setembro Verde, mês de luta pela inclusão das pessoas com deficiência.
Saiba mais
- História
- O mês gira em torno de 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (Lei 11.133/2005). A data foi escolhida pela proximidade com a primavera e o Dia da Árvore, como símbolo do nascimento de novas conquistas.
- No dia a dia
- Bom momento para palestras, ações de acessibilidade e conversas sobre direitos.
- Atenção
- A luta é das pessoas com deficiência: ouvir o que elas têm a dizer é parte essencial da campanha.
Azul-escuro: Setembro Azul
O Setembro Azul celebra a comunidade surda, a sua história, a sua cultura e a Libras.
Saiba mais
- História
- Em setembro estão o Dia Nacional do Surdo, 26 de setembro (Lei 11.796/2008), data da fundação da primeira escola para surdos do Brasil em 1857, e o Dia Internacional das Línguas de Sinais, 23 de setembro, reconhecido pela ONU.
- No dia a dia
- Que tal aprender alguns sinais de Libras com o seu grupo neste mês?
- Atenção
- Valorize a Libras e a cultura surda, e não apenas a ideia de "ouvir".
Laranja: TDAH
O laranja é usado em campanhas de conscientização sobre o TDAH.
Saiba mais
- História
- O dia 13 de julho é usado como data de conscientização sobre o TDAH, e algumas cidades brasileiras fazem o "Julho Laranja".
- No dia a dia
- Boa oportunidade para combater a ideia de que TDAH é preguiça ou falta de limites.
- Atenção
- TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento e merece informação e acolhimento, não julgamento.